banzeiro


Eu tiro é onda



Escrito por cristiano às 14h33
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A putinha rábula e os advogados no cio

Leia a matéria, mas não embarque muito na onda de quem escreveu porque está nítido que o repórter tentou preservar a confraria da OAB.

Tem repórter que caga de medo de advogado e vice-versa.

Na verdade, são dois tipinhos filhos da puta. E por falar em puta, vamos à história. A matéria nos traz o caso  

de uma advogada que traficava cocaína (e se traficava, é porque gostava da branca) e deve ter chupado o pau 

de muito promotor e de advogado, quando estava alucinada.

Há males que vêm para bem. A putinha cheiradora pode ser responsável pela melhoria da qualidade de vida dos presos de Alagoas, terra dos Collor de Melo e dos Malta.

 

Advogada ganha frigobar na prisão, e OAB quer também ar-condicionado

Uma advogada acusada de corrupção e tráfico de drogas ganhou na Justiça de Alagoas o direito de ter um frigobar dentro da cela do presídio Santa Luzia, onde está presa desde setembro de 2008, em Maceió.

 

A permissão foi dada pelo juiz da Vara de Execuções Penais, Ricardo Jorge. Segundo o magistrado, que assinou a autorização no último dia 23, Mary Any Vieira Alves tem direito ao frigobar por ter formação de nível superior especial. "Ela está presa há mais de seis meses e não há impedimento para a entrada de um frigobar na cela", afirmou.

 

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Alagoas afirma que os advogados têm direito a vantagens em relação aos presos de outros cursos superiores. Por isso, solicitou ainda que a direção do presídio fizesse uma adaptação que garanta a instalação de um ar-condicionado no local onde ela está presa, que será doado pela própria entidade.

 

"O Estatuto da OAB garante a ela uma sala de estado maior, que inclusive não pode ter grades. Nós solicitamos à direção do presídio Santa Luzia que fosse feita um buraco para a instalação um ar-condicionado. Nós vamos doar o aparelho", disse o presidente da OAB-AL, Omar Coelho. Para ele, é necessário também a "colocação de uma mesa para que ela continue exercendo suas atividades".

 

Na última quarta-feira (26) a advogada teve um pedido de habeas corpus negado pelo Tribunal de Justiça de Alagoas. Ela chegou a ter o registro profissional suspenso por 90 dias, mas o caso ainda está sob análise da OAB.

 

Procurada pelo UOL Notícias, a gerente-geral do presídio, Margarida Maria da Silva, informou que não tinha autorização para falar à imprensa.

 

"Frigobar para todos os presos"

Jarbas Souza, presidente do Sindapen (Sindicato dos Agentes Penitenciários), afirma que a decisão revoltou os demais presos. Por isso, o sindicato pretende iniciar uma campanha inusitada. "Vamos fazer campanha agora para que todos os detentos tenham frigobar na cela. O cidadão tem que ter direitos iguais", disse. Segundo ele, "existe um decreto estadual, de fevereiro de 2000, no qual não constam essas regalias".

 

O juiz Ricardo Jorge confirmou a existência do decreto, mas alega que a determinação não atinge o caso de Mary Any. "Existe de fato um decreto estadual que não autoriza a entrada de televisão e aparelhos nos presídios. Mas isso não serve para presos especiais", assegurou o magistrado.

 

Mesmo doando o aparelho, o presidente da Ordem também afirma que gostaria de ver todas as regalias em presídios e em foros acabarem no país. "Pessoalmente, sou contra qualquer tipo de regalia, mas enquanto estiver na lei, vou fazer o quê?"

 

Há pouco mais de um mês, a OAB-AL denunciou problemas no sistema prisional de Alagoas, inclusive com "regalias fora da lei". Um relatório entregue ao Ministério Público, em abril, aponta que presos seriam colocados em celas de seis metros quadrados para serem torturados e só seriam libertados após o pagamento de propinas a diretores.

 

Especialista diz que estatuto não prevê regalias

Especialista em direito constitucional, o advogado César Galvão alerta que é preciso bom senso para interpretar o que diz o estatuto da OAB, questionando a necessidade da instalação de ar-condicionado e frigobar na cela onde está Mary Any. "Isso foge ao entendimento do que é 'uma prisão em condições de higiene e segurança adequadas', como consta no estatuto", acredita.

 

Galvão explica que cabe ao judiciário inspecionar a adoção dos benefícios concedidos a advogados presos, e não à OAB decidir se o estatuto está sendo cumprido. "O STF [Supremo Tribunal Federal] julgou constitucional o direito aos advogados previstos no estatuto da OAB, mas com exceção da expressão 'assim reconhecida pela OAB'. Ou seja, quem tem que vistoriar é o poder judiciário", explicou.

 

Ainda segundo o advogado, o benefício só vale até o momento da condenação. "Tanto a prisão especial e domiciliar, como a garantida pelo estatuto da Ordem, só são válidas durante o trâmite da ação penal. Ou seja, até a posterior condenação com trânsito em julgado. A exceção é para o agente penitenciário, que permanece com essa prerrogativa durante toda a execução da pena", explicou.

 

Para o especialista, "a prisão especial não deveria ser definida pelo simples fato de ser portador de diploma, mas sim certas funções que lidam diretamente com o crime, como um promotor e o próprio advogado. Tanto que a discussão chegou ao Senado, que aprovou o fim dessas regalias."

 

De fato, o Senado decidiu pelo fim das prisões especiais no país. No último dia 1° de abril, um projeto de lei foi aprovado no plenário e agora espera a votação da Câmara e a sanção do presidente Lula para se tornar lei. A proposta retira os benefícios das pessoas formadas em cursos superiores e de ministros, governadores, deputados, prefeitos e vereadores, que passariam a ficar em celas normais.



Escrito por cristiano às 10h28
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Rap da cidade podre

“Me fala, me fala, por que tem que ser assim?”

(Consciência Humana)

 

Há um fascista em cada esquina.

Juntos, conseguem montar impérios

de canalhice e lucratividade

porque não há pobre no mundo capaz

de mentir tão deslavadamente como

estes gananciosos amantes de si mesmos,

ególatras hipócritas que pregam Cristo de dia

e chafurdam no esperma do diabo à noite.

 

Renascem presunçosos da flatulência da burguesia industrial

desta cidade que já fedeu bagaço de laranja, bagaço de cana

umedecido com lágrimas de boia-fria

considerado desgraçado irremediável e descartável pelos safardanas

que controlam usinas fundadas sob a doutrina da exploração,

e hoje é malcheirosa como mistura química que lava as joias

fajutas criadas no estalar dos chicotes de capitães do mato

que abastecem o mercado da farinha a mando das figuras

plastificadas escondidas na sombra da lei

cujo intento é legitimar através da propaganda vulgar

recitada por ventríloquos empedernidos

o controle do curral eleitoral das oligarquias patronais

berços dos maiores puxa-sacos de que se tem notícia

no mundo ocidental.

 

Renascem cada vez mais sanguinolentos

os provincianos fiscais da SS,

burlescos declamadores de frases feitas,

representantes da elite secularmente desavergonhada,

dos empresários cujas manobras escusas remontam

tempos de chicote e bombas,

dos novos ricos arbitrários que cultivaram

a mentira de bastidores arrastando como um rabo

demoníaco e intragável uma súcia de falastrões

chicaneiros que preenchem páginas em branco

como se registrassem notas advindas

do suor honrado dos verdadeiros

poetas da vida, que nunca desistem, que nunca

se dobram a preconceitos nem ostentam

uma falaciosa rapidez de raciocínio  

como beronhas barulhentas sofismáticas e fedendo

feito bodes viciados em espelhos que digerem

qualquer sobra de vômito pseudointelectual

para transformá-la em vagidos charlatães

porque estes não são mais que infelizes conclusões pueris

sobre o modo de vida de quem os escroques não conhecem

e nunca vão conhecer porque escroques não passam de rábulas

a serviço dos mandachuvas que só pensam

em comprar, foder piranhas jezabéis concubinas de Baal,

cheirar, beber uísque importado,

dar o cu, mentir descaradamente para mulher e filhos,

enganar amigos, fazer sofrer, pisotear o respeito

e defender a suástica da hipocrisia monetária.

 

Solenes e de dedo em riste

os adoradores de Hitler

vociferam, empertigados, impropérios

contra o trabalhador rural, contra

o pobre engajado,

contra o miserável cuja interpretação

ideológica da realidade supera em muito

o seu conhecimento parco, rasgado e maltrapilho adquirido

nos manuais técnicos de qualquer merda de curso verborréico

desta era de perebas tecnocráticas.

 

Fascistas das palavras fáceis.

Pontos de referência para a mídia,

doutores da lei para os partidos políticos.

 

A arcada dentária do apresentador de tevê

é do tamanho de sua ganância. Ele se move como serpente,

mastiga e baba como um aspirador de pó. 

É o pitbull do empresário cretino, do especulador, do vagabundo

eleito empreendedor por uma legião de sonâmbulos

que vegetam sob leis criadas para massacrar

o espírito humano, mas não conseguem despertar

porque vivem entre a cruz e a espada e não sabem

se vendem a alma ou a negociam por preço justo,

oprimidos pelo desejo irrefreável de consumo e de bajulação,

transtornados pelos achaques dos ranzinzas,

dos invejosos, dos esperançosos, das gentes 

que rodeiam como mariposas iludidas as esferas

teoricamente ocupadas por neuróticos cagadores de ordens

para a sociedade e para o mundo, se puderem ter este alcance.

 

Fodam-se todos os fascistas desta cidade nascida

sob a égide da escravatura, dos fazendeiros imorais

e de suas aventuras sexuais horrendas.

Fodam-se os empresários mesquinhos e pedófilos

que amaldiçoam as casas de conchita com seu fartum

turbinado por charutos, remédios contra disfunção erétil

e bebidas que custam mais do que a vida do funcionário

que eles humilham todos os dias.

Fodam-se os políticos que chupam o pau mole um do outro,

enfiam os dedos tatuados pela corrupção  nas bucetas

decrépitas de suas companheiras pervertidas

cujo discurso libidinoso faz escorrer o líquido

que lubrifica a sanha pelo dinheiro que nunca chega

à periferia, nunca melhora o hospital, nunca melhora

o transporte urbano, nunca evita o desemprego,

nunca traz ética, nunca financia a transformação da sociedade.



Escrito por cristiano às 17h23
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Escrito por cristiano às 12h52
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Escrito por cristiano às 12h37
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Escrito por cristiano às 12h36
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Felicidade é lixo orgânico

Uma cama e um teto.

Canções

para os momentos aparentemente insanos.

 

O corpo explicita a visão que Deus tem da natureza.

Morangos incandescentes,

mãos trêmulas de sublimações.

 

O amor é apenas um conceito.

 

Não reencontrarei quem perdi.

Não verei meus pais depois que nos separarmos,

cada um em sua tumba.

Não terei nada que amenize a dor,

qualquer dor  provocada pela

falência das aspirações

sejam elas místicas ou materiais.

A voz do orgulho é o ocaso da ternura. 

 

Não há paraíso nem deuses.

Só há terra a ser arada.  

 



Escrito por cristiano às 03h18
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Três macacos

Li em qualquer lugar sobre Três Macacos, mas adiei a visita ao filme até hoje. A chuva desta tarde ajudou na composição do clima. Como eu imaginara, a atmosfera é angustiante do início ao fim. A simbologia do nome e as informações - escassas - que a gente tem sobre a Turquia contribuíram para a formação de uma ideia geral desta produção. Mas o filme transcende territórios. Os poucos diálogos, quase sempre num tom de desespero, completam a estética sufocante do filme. Entrelaçam-se sutilmente a política (apenas uma pitada e tem-se uma bomba), a pobreza, o niilismo, a paixão e a traição.   



Escrito por cristiano às 17h43
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